À musa que acendeu a chama
Tudo começou em finais de 1999. Local: Escola Secundária Almeida Garrett. Foi quando a conheci. De início foi apenas mais uma rapariga no mundo, mas à medida que o tempo ía passando fui conhecendo-a melhor. Entre nós criou-se uma relação. Ela era uma verdadeira poetisa. No entanto escrevia coisas tristes, com uma mágoa imensa. Foi a vida que a levou por esses caminhos. Eu fui a sua fonte de inspiração. A sua poesia tornou-se mais alegre, mais bela, alimentada pelo amor que ela sentia por mim. Ela dizia-me que comigo tinha aprendido a voltar a amar.
Como fui injusto para com ela. Tinha uma simpatia e um carinho enorme para com ela. Mas os nossos horários não se adaptaram e viviamos essa relação à distância. Fui cruel para com ela. Arrependo-me da forma como acabou. Afastei-me e raras vezes estive com ela. No entanto cresci e vejo agora como as coisas poderiam ter sido diferentes. Mas ela marcou-me. A sua poesia contagiou-me e às vezes dou por mim a divagar sem nexo. Pensando no mundo, nas pessoas, ... em mim. Não sou escritor, muito menos poeta, mas sinto que devo iniciar este blog em honra dela.
A ti minha musa, que me mostraste o que eram poemas vindo directamente de dentro do coração, dedico este tópico e em certa parte todo o blog.
Um beijo enorme
